terça-feira, 20 de dezembro de 2016

O DIABO

O DIABO

Respondeu-lhe Jesus: Não vos escolhi a vós, os doze? E um de vós é diabo.
João 6:70

Quando a teologia se reporta ao diabo, o crente imagina de imediato, o senhor absoluto do mal, dominando num inferno sem-fim.
Na concepção do aprendiz, a região amaldiçoada localiza-se em esfera distante, no seio de tormentosas trevas...
Sim, as zonas purgatoriais são inúmeras e sombrias, terríveis e dolorosas, entretanto, consoante a afirmativa do próprio Jesus, o diabo partilhava os serviços apostólicos, permanecia junto dos aprendizes e um deles se constituíra em representação do próprio gênio infernal.
Basta isto para que nos informemos de que o termo “diabo” não indicava, no conceito do Mestre, um gigante de perversidade, poderoso e eterno, no espaço e no tempo. Designa o próprio homem, quando algemado às torpitudes do sentimento inferior.
Daí concluirmos que cada criatura humana apresenta certa percentagem de expressão diabólica na parte inferior da personalidade.
Satanás simbolizará então a força contrária ao bem.
Quando o homem o descobre, no vasto mundo de si mesmo, compreende o mal, dá-lhe combate, evita o inferno íntimo e desenvolve as qualidades divinas que o elevam à espiritualidade superior.
Grandes multidões mergulham em desesperas seculares, porque não conseguiram ainda identificar semelhante verdade.
E, comentando esta passagem de João, somos compelidos a ponderar:
— Se, entre os doze apóstolos, um havia que se convertera em diabo, não obstante a missão divina do círculo que se destinava à transformação do mundo; quantos existirão em cada grupo de homens comuns na Terra?



Livro Pão Nosso cap.164, Espírito Emanuel, psicografia Francisco C. Xavier, Edit. FEB

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada por compartilhar conosco seu ponto de vista,seja sempre bem vindo ao nosso cantinho!